Mr. Michael Lucas, “Men of Israel” e como ser gay na terra santa

Eu me rendi a Mister Michael Lucas.
Durante muito tempo consegui admirar seu trabalho com pornógrafo, mesmo odiando sua tendência para ser uma “Paris Hilton” da pornografia.
A (aparente) subserviência do diretor Michael Lucas às mazelas do nosso tempo (fama a todo custo, notoriedade forjada, propensão a escândalos, deificação da estética e da eterna juventude, supervalorização da moda e da mídia …) me incomodavam além da conta. Tudo porque eu reconhecia nele uma inteligência que, na minha opinião, estava mal colocada.
Talvez eu tenha me enganado.
Hoje vejo que é bastante possível que “The Michael Lucas’ way of life” esteja mais próximo do provocativo e hiperbólico soutien da Madonna do que da tiara de diamantes de Paris Hilton.
Mister Lucas ganhou um tiquinho a mais de minha admiração ao filmar “Men of Israel” e, dentro da boa pornografia, lançar pelo mundo questões importantes sobre “Como é ser gay na terra santa?” e “Como religião e sexualidade podem conviver?”. E ele responde de maneira muito contundente porque a resposta é óbvia: há gays onde quer que haja homens.
Men of Israel não é um tratado político-social. É um filme pornô que certamente renderá vários orgasmos diante de atores lindos, cenas bem feitas, produção excelente e ótima direção. O xis da questão é que “Men of Israel” não fica aí. Ele se expande e ocupa positivamente suas duas cabeças. Tanto que já é, no mínimo, o produto pornográfico gay mais comentado da década.
Se o senhor queria saber se há vida inteligente na pornografia, eis um ótimo exemplo.
Ponto para Mister Lucas.
Men of Israel está disponível, em DVD, na Mister DVD Video. Mais do que um excelente filme pornô, eu diria que “Men of Israel” é um documento importante de nossa época.
Beijossssssssssssss,
Mister Man
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